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terça-feira, 24 de maio de 2011
Dicas para educar filhos
Via Caipira !
domingo, 22 de maio de 2011
6 filmes com estrutura filosófica
A filosofia está presente em todos os lugares, porém conquistar as pessoas para ela, não é uma tarefa simples, por isso algumas pessoas estimulam o homem a pensar através daquilo que tem se tornado cada vez mais presente na vida do homem, a tecnologia. Uma forte ferramenta para isso foi o cinema, que conquistou as pessoas por um filme atraente e interessante, e plantou uma pequena semente na mente de cada um, então... vamos a alguns dos filmes:
1- O nome da Rosa
O enredo de O Nome da Rosa gira em torno das investigações de uma série de crimes misteriosos, cometidos dentro de uma abadia medieval. Com ares de Sherlock Holmes, o investigador, o frade franciscano William de Baskerville, assessorado pelo noviço Adso de Melk, vai a fundo em suas investigações, apesar da resistência de alguns dos religiosos do local, até que desvenda que as causas do crime estavam ligadas a manutenção de uma biblioteca que mantém em segredo obras apócrifas,obras que não seriam aceitas em consenso pela igreja cristã da Idade Média, como é a obra risona criada por Eco e atribuída romantescamente à Aristóteles.
2- Lutero
Inconformado com a situação da igreja católica, que diante da bíblia não se apresentava como de fato a igreja de Deus. Lutero, que tinha se tornado monge, e padre católico, desiste de tudo em troca do conhecimento. O reformador Lutero foi responsável pela reforma protestante que deu origem a Igreja Luterana, e origem a outros reformadores com suas teologias.
3- Joana D'arc
Criada como a maioria das mulheres, que eram formadas para serem donas de casa, Joana D'arc aos 13 anos não sabia nem ler, até que ouvindo vozes, ela começou a questionar sobre política, religião e sociedade. O filme também retrata a teoria do conhecimento, que fez parte da vida de Joana D'arc.
4- Frankenstein de Mary Shelley
Cientistas criam um monstro, criado por partes de outros homens, incluindo membros, orgãos e etc. Acredita-se que esse seja um processo de socialização, onde o ser adquire conhecimentos, manias e idéias de outras pessoas. No filme também vemos que por ser um ser feio e horroroso, as pessoas tendem a ignora-lo, afasta-lo e se virarem contra ele, sendo isso baseado na teoria de que o homem não nasce sendo mal, egoísta e etc, mas com o processo de socialização e discriminação da sociedade, ele tende-se a se tornar um monstro.
5- Efeito Borboleta
Esse filme nos leva a uma reflexão filosófica muito interessante.
Suponha que isso fosse possível: à você é dado duas opções: contemplar o seu futuro ou modificar o seu passado, o que você iria escolher ?
Se você consegue ir ao Futuro e voltar ao Presente sua luta para modifica-lo remeteria voce ao próprio Futuro e com isso voce deixa de viver o Presente. Mas se consegue voltar ao Passado e modificá-lo quem te garante que o resultado no Presente será como você deseja?
6- Trilogia Matrix
1- Matrix pra eles no filme é o mundo sensível para nós.
2 - Os parelelos são pelo fato de Sócrates e Neo terem algo em comum, esse semenhaça entre eles é o fato de Sócrates seguir a seguinte postulação; "Passar do acidental para o essencial; da opinião á verdade; da aparencia a idéia." e Neo querer modificar a ideia de alguns que se encontram presos, digamos na caverna, para sair do mundo sensível para o inteligível.
3- Essa luta para se libertar das prisões é uma luta mental, racional, por que é uma luta ligada a idéia, a essência da verdade.
Se o contrário de Real é Irreal, qual é o contrário de Virtual?
Agora, assistam esses filmes com outros olhos, com olhares filosóficos.
1- O nome da Rosa
O enredo de O Nome da Rosa gira em torno das investigações de uma série de crimes misteriosos, cometidos dentro de uma abadia medieval. Com ares de Sherlock Holmes, o investigador, o frade franciscano William de Baskerville, assessorado pelo noviço Adso de Melk, vai a fundo em suas investigações, apesar da resistência de alguns dos religiosos do local, até que desvenda que as causas do crime estavam ligadas a manutenção de uma biblioteca que mantém em segredo obras apócrifas,obras que não seriam aceitas em consenso pela igreja cristã da Idade Média, como é a obra risona criada por Eco e atribuída romantescamente à Aristóteles.
2- Lutero
Inconformado com a situação da igreja católica, que diante da bíblia não se apresentava como de fato a igreja de Deus. Lutero, que tinha se tornado monge, e padre católico, desiste de tudo em troca do conhecimento. O reformador Lutero foi responsável pela reforma protestante que deu origem a Igreja Luterana, e origem a outros reformadores com suas teologias.
3- Joana D'arc
Criada como a maioria das mulheres, que eram formadas para serem donas de casa, Joana D'arc aos 13 anos não sabia nem ler, até que ouvindo vozes, ela começou a questionar sobre política, religião e sociedade. O filme também retrata a teoria do conhecimento, que fez parte da vida de Joana D'arc.
4- Frankenstein de Mary Shelley
Cientistas criam um monstro, criado por partes de outros homens, incluindo membros, orgãos e etc. Acredita-se que esse seja um processo de socialização, onde o ser adquire conhecimentos, manias e idéias de outras pessoas. No filme também vemos que por ser um ser feio e horroroso, as pessoas tendem a ignora-lo, afasta-lo e se virarem contra ele, sendo isso baseado na teoria de que o homem não nasce sendo mal, egoísta e etc, mas com o processo de socialização e discriminação da sociedade, ele tende-se a se tornar um monstro.
5- Efeito Borboleta
Esse filme nos leva a uma reflexão filosófica muito interessante.
Suponha que isso fosse possível: à você é dado duas opções: contemplar o seu futuro ou modificar o seu passado, o que você iria escolher ?
Se você consegue ir ao Futuro e voltar ao Presente sua luta para modifica-lo remeteria voce ao próprio Futuro e com isso voce deixa de viver o Presente. Mas se consegue voltar ao Passado e modificá-lo quem te garante que o resultado no Presente será como você deseja?
6- Trilogia Matrix
1- Matrix pra eles no filme é o mundo sensível para nós.
2 - Os parelelos são pelo fato de Sócrates e Neo terem algo em comum, esse semenhaça entre eles é o fato de Sócrates seguir a seguinte postulação; "Passar do acidental para o essencial; da opinião á verdade; da aparencia a idéia." e Neo querer modificar a ideia de alguns que se encontram presos, digamos na caverna, para sair do mundo sensível para o inteligível.
3- Essa luta para se libertar das prisões é uma luta mental, racional, por que é uma luta ligada a idéia, a essência da verdade.
Se o contrário de Real é Irreal, qual é o contrário de Virtual?
Agora, assistam esses filmes com outros olhos, com olhares filosóficos.
Só sei que nada sei.
Uma das frases mais ouvida em todo o mundo, foi citada por Sócrates, quando questionado sobre o que ele conhecia. Com essa citação, sócrates apresentou o que de fato a filosofia e os filósofos devem fazer. Mesmo sendo dogmático em uma série de coisas, ele sempre tinha uma linha de pensamento particular, baseada naquilo com que ele tinha uma relaçãod e conhecimento.Ao declarar que o único conhecimento que tinha era que não tinha conhecimento nenhum, Sócrates abriu as portas para novos pensamentos, para novos entendimentos, para conhecer o próprio conhecimento. O interessante é que ele tinha respeito, era como um mentor e professor para muitos, porém ele sabia que por mais que tivesse estudado e questionado a vida inteira, haviam duas coisas que ele não havia posto a prova: Seu conhecimento, e sua razão.
Apenas conhecemos de Sócrates aquilo citado por Platão, mas dessa frase abre-se novas fronteiras de conhecimento, e novos filósofos. Enquanto a filosofia que tinha como objetivo questionar, mantinha alguns principios dogmáticos, o que definia os filósofos da elite e os filósofos de bar, Sócrates mostra que quem declara saber tudo ou muita coisa, apenas segue a dogmas, pois criticar de fato, é criticar até chegar além de um bom senso, pois o bom senso é um passo de satisfação, mas não é o ápice do conhecimento.
De fato existe uma verdade absoluta, mas cabe a nós meros mortais, manter-se ao máximo imparcial em relação as coisas, para que seja possível estabelecer uma relação de conhecimento entre nós e a nossa razão. Quando acreditar que sabe demais, reveja seus conceitos, e repense suas opniões.
Lembrando que o oráculo de Delfos anunciou Sócrates como homem mais inteligente da época, e como a célebre frase dele era uma duvida sobre seu conhecimento, muitas estranharam essa contradição, mas nós como seres pensantes entendemos que essa informação se completa.
domingo, 8 de maio de 2011
Certo ou Errado?
O que há de errado em um homem ter mais de uma mulher, ou uma mulher ter mais de um homem? O que há de errado em festejar? O que há de errado em pensar?
Uma das grandes questões filósoficas gira em torno do certo e do errado. A filosofia não tenta em momento algum definir o que é certo e o que é errado, porém busca ensinar as pessoas sobre questionar a razão de algo ser correto ou não.
De fato, não podemos definir o que é certo ou errado, porém o mais importante não é fazer o que é certo, mas o que se acha que é certo. Eu tenho um padrão da minha vida sobre o certo e o errado, onde o errado é algo que vá interferir na vida de outra pessoa de uma forma negativa. E o certo é tudo aquilo que vem para benefício próprio ou alheio, sem atrapalhar ou fazer mal a ninguem.
É comum antes de tomarmos a maioria das nossas atitudes, pensarmos se é certo ou errado, no caso dos jovens, essa pergunta é feita depois que o ato é consumado. Mas a questão é que sempre que nos questionamos sobre isso, chegamos a uma linha de pensamentos padrão, que não foi criada por nós, mas que foi ensinada de pai pra filho, de rei pra servo, de governo pra povo. Existe um sistema que tena definir dentro de uma sociedade o que de fato é certo e o que de fato é errado.
Lembrando de um triste acontecimento, que ontem fez um mês, acompanhamos no Brasil e no mundo a triste história do massacre em uma escola municipal de realengo, onde um homem matou 13 crianças e feriu outras 11, e abalou psicológicamente, um número incontável de pessoas. Esse jovem, morreu acreditando que o que fez era o certo, de acordo com a minha linha de pensamento sobre certo ou errado, ele está errado, mas na linha de pensamento dele, ele fez o que todos deviam fazer. Podemos condena-lo diante de um abalo emocional e de uma constituição, mas jamais teremos conhecimento suficiente pra provar que ele estava completamente errado. Pelo bom senso, esse jovem está ardendo no inferno, mas pela razão absoluta, não sabemos.
O sistema que circula o certo e o errado no nosso dia a dia não é uma regra, é mais um princípio a ser adotado de acordo com a opção do homem. Se você achou que aqui veríamos o que é certo e o que errado, se enganou, pois talvez nunca encontremos essa resposta. Enquanto isso, nos contentamos com nossa filosofia, e com nosso bom senso.
Uma das grandes questões filósoficas gira em torno do certo e do errado. A filosofia não tenta em momento algum definir o que é certo e o que é errado, porém busca ensinar as pessoas sobre questionar a razão de algo ser correto ou não.
De fato, não podemos definir o que é certo ou errado, porém o mais importante não é fazer o que é certo, mas o que se acha que é certo. Eu tenho um padrão da minha vida sobre o certo e o errado, onde o errado é algo que vá interferir na vida de outra pessoa de uma forma negativa. E o certo é tudo aquilo que vem para benefício próprio ou alheio, sem atrapalhar ou fazer mal a ninguem.
É comum antes de tomarmos a maioria das nossas atitudes, pensarmos se é certo ou errado, no caso dos jovens, essa pergunta é feita depois que o ato é consumado. Mas a questão é que sempre que nos questionamos sobre isso, chegamos a uma linha de pensamentos padrão, que não foi criada por nós, mas que foi ensinada de pai pra filho, de rei pra servo, de governo pra povo. Existe um sistema que tena definir dentro de uma sociedade o que de fato é certo e o que de fato é errado.
Lembrando de um triste acontecimento, que ontem fez um mês, acompanhamos no Brasil e no mundo a triste história do massacre em uma escola municipal de realengo, onde um homem matou 13 crianças e feriu outras 11, e abalou psicológicamente, um número incontável de pessoas. Esse jovem, morreu acreditando que o que fez era o certo, de acordo com a minha linha de pensamento sobre certo ou errado, ele está errado, mas na linha de pensamento dele, ele fez o que todos deviam fazer. Podemos condena-lo diante de um abalo emocional e de uma constituição, mas jamais teremos conhecimento suficiente pra provar que ele estava completamente errado. Pelo bom senso, esse jovem está ardendo no inferno, mas pela razão absoluta, não sabemos.
O sistema que circula o certo e o errado no nosso dia a dia não é uma regra, é mais um princípio a ser adotado de acordo com a opção do homem. Se você achou que aqui veríamos o que é certo e o que errado, se enganou, pois talvez nunca encontremos essa resposta. Enquanto isso, nos contentamos com nossa filosofia, e com nosso bom senso.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Um Brasil Azul e Amarelo.
Depois de perder as suas florestas, o próximo passo é perder a ordem e o progresso, o que não está tão longe.
domingo, 1 de maio de 2011
A doença chamada homem
Texto de Leonardo Boff publicado originalmente no Envolverde
Vi no PavaBlog.
Esta frase é de F. Nietzsche e quer dizer: o ser humano é um ser paradoxal, são e doente: nele vivem o santo e o assassino. Bioantropólogos, cosmólogos e outros afirmam: o ser humano é, ao mesmo tempo, sapiente e demente, anjo e demônio, dia-bólico e sim-bólico. Freud diria que nele vigoram dois instintos básicos: um de vida que ama e enriquece a vida e outro de morte que busca a destruição e deseja matar. Importa enfatizar: nele coexistem simultaneamente as duas forças. Por isso, nossa existência não é simples mas complexa e dramática. Ora predomina a vontade de viver e então tudo irradia e cresce. Noutro momento, ganha a partida a vontade de matar e então irrompem violências e crimes como aquele que ocorreu recentemente.
Podemos superar esta dilaceração no humano? Foi a pergunta que A. Einstein colocou numa carta de 30 de julho de1932 a S. Freud: “Existe a possibilidade de dirigir a evolução psíquica a ponto de tornar os seres humanos mais capazes de resistir à psicose do ódio e da destruição?” Freud respondeu realisticamente: “Não existe a esperança de suprimir de modo direto a agressividade humana. O que podemos é percorrer vias indiretas, reforçando o princípio de vida (Eros) contra o princípio de morte (Thanatos)”. E termina com uma frase resignada: “esfaimados, pensamos no moinho que tão lentamente moi, e poderemos morrer de fome antes de receber a farinha”. Será esse o nosso destino?
Por que escrevo isto tudo? É em razão do tresloucado que, no dia 5 abril, numa escola de um bairro do Rio de Janeiro, matou à bala 12 inocentes estudantes entre 13 e 15 anos e deixou 12 feridos. Já se fizeram um sem número de análises, foram sugeridas inúmeras medidas como a da restrição da venda de armas, a de montar esquemas de segurança policial em cada escola, e outras. Tudo isto tem seu sentido. Mas não se vai ao fundo da questão. A dimensão assassina, sejamos concretos e humildes, habita em cada um de nós.
Temos instintos de agredir e de matar. É da condição humana, pouco importam as interpretações que lhe dermos. A sublimação e a negação desta antirrealidade não nos ajuda. Importa assumi-la e buscar formas de mantê-la sob controle e impedir que inunde a consciência, recalque o instinto de vida e assuma as rédeas da situação. Freud bem sugeria: tudo o que faz criar laços emotivos entre os seres humanos, tudo o que civiliza, toda a educação, toda arte e toda competição pelo melhor, trabalha contra a agressão e a morte.
O crime perpretado na escola é horripilante. Nós cristãos conhecemos a matança dos inocentes ordenada por Herodes. De medo que Jesus, recém-nascido, mais tarde fosse lhe arrebatar o poder, mandou matar todas as crianças nas redondezas de Belém. E os textos sagrados trazem expressões das mais comovedoras: “Em Ramá se ouviu uma voz, muito choro e gemido: é Raquel que chora os filhos e não quer ser consolada porque os perdeu” (Mt 2,18). Algo parecido ocorreu com os familiares das vítimas.
Esse fato criminoso não está isolado de nossa sociedade. Esta não tem violência. Pior. Está montada sobre estruturas permanentes de violênca. Aqui mais valem os privilégios que os direitos. Marcio Pochmann, em seu Atlas Social do Brasil, nos traz dados estarrecedores: 1% da população (cerca de cinco mil famílias) controlam 48% do PIB e 1% dos grandes proprietários detêm 46% de todas as terras. Pode-se construir uma sociedade de paz sobre semelhante violência social? Estes são aqueles que abominam falar de reforma agrária e de modificações no Código Florestal. Mais valem seus privilégios que os direitos da vida.
O fato é que em pessoas perturbadas psicologicamente, a dimensão de morte, por mil razões subjacentes, pode aflorar e dominar a personalidade. Não perde a razão. Usa-a a serviço de uma emoção distorcida. O fato mais trágico, estudado minuciosamente por Erich Fromm (Anatomia da Destrutividade Humana, 1975) foi o de Adolf Hitler. Desde jovem foi tomado pelo instinto de morte. No final da guerra, ao constatar a derrota, pede ao povo que destrua tudo, envene as águas, queime os solos, liquide os animais, derrube os monumentos, se mate como raça e destrua o mundo. Efetivamente, ele se matou e todos os seus seguidores próximos. Era o império do princípio de morte.
Cabe a Deus julgar a subjetividade do assassino da escola de estudantes. A nós cabe condenar o que é objetivo, o crime de gravíssima perversidade e saber localizá-lo no âmbito da condição humana. E usar todas as estratégias positivas para enfrentar o Trabalho do Negativo e compeender os mecanismos que nos podem subjugar. Não conheço outra estratégia melhor que buscar uma sociedade justa, na qual o direito, o respeito, a cooperação e a educacção e a saúde para todos sejam garantidos. E o método nos foi apontado por Francisco de Assis em sua famosa oração: levar amor onde reinar o ódio, o perdão onde houver ofensa, a esperança onde grassar o desespero, e a luz onde dominar as trevas. A vida cura a vida e o amor supera em nós o ódio que mata.
Vi no PavaBlog.
Esta frase é de F. Nietzsche e quer dizer: o ser humano é um ser paradoxal, são e doente: nele vivem o santo e o assassino. Bioantropólogos, cosmólogos e outros afirmam: o ser humano é, ao mesmo tempo, sapiente e demente, anjo e demônio, dia-bólico e sim-bólico. Freud diria que nele vigoram dois instintos básicos: um de vida que ama e enriquece a vida e outro de morte que busca a destruição e deseja matar. Importa enfatizar: nele coexistem simultaneamente as duas forças. Por isso, nossa existência não é simples mas complexa e dramática. Ora predomina a vontade de viver e então tudo irradia e cresce. Noutro momento, ganha a partida a vontade de matar e então irrompem violências e crimes como aquele que ocorreu recentemente.Podemos superar esta dilaceração no humano? Foi a pergunta que A. Einstein colocou numa carta de 30 de julho de1932 a S. Freud: “Existe a possibilidade de dirigir a evolução psíquica a ponto de tornar os seres humanos mais capazes de resistir à psicose do ódio e da destruição?” Freud respondeu realisticamente: “Não existe a esperança de suprimir de modo direto a agressividade humana. O que podemos é percorrer vias indiretas, reforçando o princípio de vida (Eros) contra o princípio de morte (Thanatos)”. E termina com uma frase resignada: “esfaimados, pensamos no moinho que tão lentamente moi, e poderemos morrer de fome antes de receber a farinha”. Será esse o nosso destino?
Por que escrevo isto tudo? É em razão do tresloucado que, no dia 5 abril, numa escola de um bairro do Rio de Janeiro, matou à bala 12 inocentes estudantes entre 13 e 15 anos e deixou 12 feridos. Já se fizeram um sem número de análises, foram sugeridas inúmeras medidas como a da restrição da venda de armas, a de montar esquemas de segurança policial em cada escola, e outras. Tudo isto tem seu sentido. Mas não se vai ao fundo da questão. A dimensão assassina, sejamos concretos e humildes, habita em cada um de nós.
Temos instintos de agredir e de matar. É da condição humana, pouco importam as interpretações que lhe dermos. A sublimação e a negação desta antirrealidade não nos ajuda. Importa assumi-la e buscar formas de mantê-la sob controle e impedir que inunde a consciência, recalque o instinto de vida e assuma as rédeas da situação. Freud bem sugeria: tudo o que faz criar laços emotivos entre os seres humanos, tudo o que civiliza, toda a educação, toda arte e toda competição pelo melhor, trabalha contra a agressão e a morte.
O crime perpretado na escola é horripilante. Nós cristãos conhecemos a matança dos inocentes ordenada por Herodes. De medo que Jesus, recém-nascido, mais tarde fosse lhe arrebatar o poder, mandou matar todas as crianças nas redondezas de Belém. E os textos sagrados trazem expressões das mais comovedoras: “Em Ramá se ouviu uma voz, muito choro e gemido: é Raquel que chora os filhos e não quer ser consolada porque os perdeu” (Mt 2,18). Algo parecido ocorreu com os familiares das vítimas.
Esse fato criminoso não está isolado de nossa sociedade. Esta não tem violência. Pior. Está montada sobre estruturas permanentes de violênca. Aqui mais valem os privilégios que os direitos. Marcio Pochmann, em seu Atlas Social do Brasil, nos traz dados estarrecedores: 1% da população (cerca de cinco mil famílias) controlam 48% do PIB e 1% dos grandes proprietários detêm 46% de todas as terras. Pode-se construir uma sociedade de paz sobre semelhante violência social? Estes são aqueles que abominam falar de reforma agrária e de modificações no Código Florestal. Mais valem seus privilégios que os direitos da vida.
O fato é que em pessoas perturbadas psicologicamente, a dimensão de morte, por mil razões subjacentes, pode aflorar e dominar a personalidade. Não perde a razão. Usa-a a serviço de uma emoção distorcida. O fato mais trágico, estudado minuciosamente por Erich Fromm (Anatomia da Destrutividade Humana, 1975) foi o de Adolf Hitler. Desde jovem foi tomado pelo instinto de morte. No final da guerra, ao constatar a derrota, pede ao povo que destrua tudo, envene as águas, queime os solos, liquide os animais, derrube os monumentos, se mate como raça e destrua o mundo. Efetivamente, ele se matou e todos os seus seguidores próximos. Era o império do princípio de morte.
Cabe a Deus julgar a subjetividade do assassino da escola de estudantes. A nós cabe condenar o que é objetivo, o crime de gravíssima perversidade e saber localizá-lo no âmbito da condição humana. E usar todas as estratégias positivas para enfrentar o Trabalho do Negativo e compeender os mecanismos que nos podem subjugar. Não conheço outra estratégia melhor que buscar uma sociedade justa, na qual o direito, o respeito, a cooperação e a educacção e a saúde para todos sejam garantidos. E o método nos foi apontado por Francisco de Assis em sua famosa oração: levar amor onde reinar o ódio, o perdão onde houver ofensa, a esperança onde grassar o desespero, e a luz onde dominar as trevas. A vida cura a vida e o amor supera em nós o ódio que mata.
sábado, 30 de abril de 2011
Li e gostei.
A indicação de livro vai para a Batalha do Apocalipse do carioca Eduardo Spohr. O escritor carioca filho de piloto e comissária de bordo, teve o prazer de conhecer grande parte do mundo, e com isso aprendeu sobre culturas, contos e mitos de todo o mundo, e juntou tudo no livro a Batalha do Apocalipse que narra a história de um anjo renegado que foi expulso do céu com outros anjos, porém ele é o único que se mantém vivo após ser expulso. Durante sua jornada o anjo encontra uma feiticeira que aprendeu com magia a manter-se viva, quase imortal, e junto com ela ele enfrenta uma batalha entre anjos caídos, anjos renegados, e os anjos do principe gabriel. O livro nos leva a lugares e eras incríveis, sempre com um toque de fantasia, vale a pena conferir.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Vou para outro planeta!
Estou decidido!
Eu vou me casar e ir para outro planeta, não posso permitir que meus filhos sejam criados com um sistema criado e manipulado por homens porcos e egoístas, não aguento mais ligar a televisão e ver que pessoas inocentes morrem todos os dias, vítimas da violência e vítimas da falta de educação.
Um sistema que as crianças aprendem desde pequenas a respeitar e curvar-se a ele. O que a sociedade aceita em chamar de Padrão, onde entre outras questões, a socioeconômica é que apresenta as coisas mais absurdas, Eu chamo de Caos. Como as pessoas podem ver tantos pobres, e tanta diferença social, e levantar a cabeça e continuar com a sua vida, como se nada estivesse acontecendo? É como se um chip, ou algum tipo de hipnose fosse feito na criança assim que ela nasce, para cobrir do rosto dela toda a esperança de tornar o mundo um lugar melhor para o convívio e para a existência.
Sim, eu quero que meus filhos sejam revolucionários! Não que eles simplismente parem as ruas, ou o comércio, ou a cidade para expressar a sua voz, mas que ajam de uma forma mais inteligente, aplicando a revolução no dia a dia, mostrando um novo caminho, uma nova idéia, uma nova proposta de vida. Não quero que eles olhem o mundo ao redor como um sistema impossível de se mudar, não quero que eles sejam bem sucedidos pisando em ninguém, pelo contrário, quero que eles cresçam na vida trazendo o máximo de pessoas com eles.
Não quero que meus filhos amem mais as coisas do que as pessoas, não quero que meu filho manipule, nem seja manipulado, não quero ver meu filho perder a esperança com as terríveis coisas que ouvir, ver ou sentir. Se for necessário, que as vezes ele desista, mas que nunca perca a esperança.
Não quero que meu filho deseje o mesmo para seus filhos em relação a essa mudança de planeta, quero que ele tenha mais força, mais garra e mais coragem do que eu, para acreditar mais, para ter mais fé, para lutar mais! Eu não desisti de tentar mudar o mundo ao meu redor, e talvez não morra satisfeito com o que veja por aqui, mas morrerei sabendo que deixei meus filhos, criados em marte ou outro lugar, prontos para dar continuidade a miha luta.
Eu vou me casar e ir para outro planeta, não posso permitir que meus filhos sejam criados com um sistema criado e manipulado por homens porcos e egoístas, não aguento mais ligar a televisão e ver que pessoas inocentes morrem todos os dias, vítimas da violência e vítimas da falta de educação.
Um sistema que as crianças aprendem desde pequenas a respeitar e curvar-se a ele. O que a sociedade aceita em chamar de Padrão, onde entre outras questões, a socioeconômica é que apresenta as coisas mais absurdas, Eu chamo de Caos. Como as pessoas podem ver tantos pobres, e tanta diferença social, e levantar a cabeça e continuar com a sua vida, como se nada estivesse acontecendo? É como se um chip, ou algum tipo de hipnose fosse feito na criança assim que ela nasce, para cobrir do rosto dela toda a esperança de tornar o mundo um lugar melhor para o convívio e para a existência.
Sim, eu quero que meus filhos sejam revolucionários! Não que eles simplismente parem as ruas, ou o comércio, ou a cidade para expressar a sua voz, mas que ajam de uma forma mais inteligente, aplicando a revolução no dia a dia, mostrando um novo caminho, uma nova idéia, uma nova proposta de vida. Não quero que eles olhem o mundo ao redor como um sistema impossível de se mudar, não quero que eles sejam bem sucedidos pisando em ninguém, pelo contrário, quero que eles cresçam na vida trazendo o máximo de pessoas com eles.
Não quero que meus filhos amem mais as coisas do que as pessoas, não quero que meu filho manipule, nem seja manipulado, não quero ver meu filho perder a esperança com as terríveis coisas que ouvir, ver ou sentir. Se for necessário, que as vezes ele desista, mas que nunca perca a esperança.
Não quero que meu filho deseje o mesmo para seus filhos em relação a essa mudança de planeta, quero que ele tenha mais força, mais garra e mais coragem do que eu, para acreditar mais, para ter mais fé, para lutar mais! Eu não desisti de tentar mudar o mundo ao meu redor, e talvez não morra satisfeito com o que veja por aqui, mas morrerei sabendo que deixei meus filhos, criados em marte ou outro lugar, prontos para dar continuidade a miha luta.
terça-feira, 26 de abril de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Rindo com Seriedade...
Pesquisa Mundial: A ONU resolveu fazer uma grande pesquisa mundial. A pergunta era: " Por favor, diga honestamente, qual sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto do mundo" O resultado foi desastroso. Foi um total fracasso.
Os europeus não entenderam o que é "escassez".
Os africanos não sabiam o que era "alimentos".
Os argentinos não sabiam o significado de "por favor".
Os norte americanos perguntaram o significado de "o resto do mundo".
Os cubanos estranharam e pediram maiores explicações sobre "opinião".
E o congresso brasileiro ainda está debatendo o que é "honestamente"...
Os europeus não entenderam o que é "escassez".
Os africanos não sabiam o que era "alimentos".
Os argentinos não sabiam o significado de "por favor".
Os norte americanos perguntaram o significado de "o resto do mundo".
Os cubanos estranharam e pediram maiores explicações sobre "opinião".
E o congresso brasileiro ainda está debatendo o que é "honestamente"...
domingo, 24 de abril de 2011
Pensar é...
Procurei formas para definir o quanto é bom e importante pensar, históricamente falando, desde sempre o pensamento tomou forma e cor, invadindo governos, religiões e corações. Se hoje a sociedade evoluiu ao ponto que está, é porque desde antigamente alguém se prontificou a pensar em relação a algo ou alguém.
Não posso definir como bom, algo que tomou governos bons e os transformou em ótimo. Não posso definir como ótimo algo que superou as fronteiras ótimas para alcançar algo excelente. Não posso definir como excelente algo que transformou a religião ótima em uma vida incrível. Não posso definir como incrível algo que transformou a justiça em amor, e a guerra em paz. O pensar, assim como o amar, leva a sociedade a romper limites incríveis, desde Adão e Eva, ou se preferir desde os macacos. Se não fosse a necessidade de pensar e de transformar as coisas, a sociedade continuaria primitiva e incompleta (não que hoje sejamos perfeitos).
Em campos de diplomacia, amizade, casamentos e relacionamentos em geral, o pensamento é sempre quem está na frente, mas quem pensa buscará o que esses relacionamentos podem trazer, e quem não pensa encontrará um falso relacionamento.
Em campos religiosos, homens matavam, roubavam e sacrificavam em nome de Deus, até que surgiu um homem que mostrou o caminho, a verdade e a vida, ensinou as pessoas a ouvirem a voz do coração, e a viverem acima de tudo, mostrando assim que ela tem uma razão.
Em campos filosóficos, o pensar predomina, foi graças a necessidade e a vontade de pensar, criticar e mudar, que os pensamentos das pessoas de hoje são metamórficos conforme a necessidade do dia e da vida.
Ainda perdemos muitas pessoas por simplismente não pensarem, mas como um bom filósofo de bar, espero que algumas pessoas venham ver a importância do pensar durante o dia-a-dia e a noite-a-noite, como preferir.
Pensar não é bom, nem ótimo, nem excelente, nem incrível nem perfeito, algo que fez homens mudarem do absolutismo pra democracia, da lei para a graça, da água pro vinho, não merece definição... Pensar simnplismente é...
Não posso definir como bom, algo que tomou governos bons e os transformou em ótimo. Não posso definir como ótimo algo que superou as fronteiras ótimas para alcançar algo excelente. Não posso definir como excelente algo que transformou a religião ótima em uma vida incrível. Não posso definir como incrível algo que transformou a justiça em amor, e a guerra em paz. O pensar, assim como o amar, leva a sociedade a romper limites incríveis, desde Adão e Eva, ou se preferir desde os macacos. Se não fosse a necessidade de pensar e de transformar as coisas, a sociedade continuaria primitiva e incompleta (não que hoje sejamos perfeitos).
Em campos de diplomacia, amizade, casamentos e relacionamentos em geral, o pensamento é sempre quem está na frente, mas quem pensa buscará o que esses relacionamentos podem trazer, e quem não pensa encontrará um falso relacionamento.
Em campos religiosos, homens matavam, roubavam e sacrificavam em nome de Deus, até que surgiu um homem que mostrou o caminho, a verdade e a vida, ensinou as pessoas a ouvirem a voz do coração, e a viverem acima de tudo, mostrando assim que ela tem uma razão.
Em campos filosóficos, o pensar predomina, foi graças a necessidade e a vontade de pensar, criticar e mudar, que os pensamentos das pessoas de hoje são metamórficos conforme a necessidade do dia e da vida.
Ainda perdemos muitas pessoas por simplismente não pensarem, mas como um bom filósofo de bar, espero que algumas pessoas venham ver a importância do pensar durante o dia-a-dia e a noite-a-noite, como preferir.
Pensar não é bom, nem ótimo, nem excelente, nem incrível nem perfeito, algo que fez homens mudarem do absolutismo pra democracia, da lei para a graça, da água pro vinho, não merece definição... Pensar simnplismente é...
sábado, 23 de abril de 2011
Bem vindo ao nosso bar!
Estamos começando com nosso blog, um espaço diferente e que provavelmente você gostará, somos humildes filósofos tentando falar sobre tudo e sobre todos, podemos utilizar vídeos, imagens, textos, jogos, notícias, ou que der na cabeça!
Sociedade, teologia, política, futebol e outros esportes, religião, solidariedade, dia-a-dia, enfim, temos um amplo contexto a ser trabalhado, esperamos agradar a maior parte dos leitores, porque todos é praticamente impossível.
Pensar e escrever sobre as coisas que vemos, ouvimos e sentimos, é o principal objetivo, venha filosofar conosco, em breve estaremos com nossa equipe de filósofos completa e vamos estar de fato na ativa com nosso blog. Obrigado pela atenção, volte sempre!
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